Documento criado em 01 Novembro 08
ASPJ  Em Português 4° Trimestre 2008

Liberado para Engajamento:
Melhoria da Eficácia do Apoio Aéreo
Aproximado Conjunto

Major Michael H. Johnson, USMC*

Resumo Editorial: A importância do apoio aéreo aproximado (CAS) é maior agora do que em qualquer dos nossos conflitos mais recentes, reportando-se a Operação Desert Storm. Considerando que os aspectos conjuntos do CAS são também magnificados mais do que nunca, problemas e deficiências cruciais com doutrina e treinamento conjunto destacam a evidente necessidade de melhorias em ambas as arenas. O autor propõe inúmeras idéias específicas para o trato destas deficiências para todos os serviços envolvidos em operações CAS conjuntas.
Liberado para Engajamento

O termo apoio aéreo aproximado (CAS) evoca cenas do filme Platoon, no qual um comandante terrestre estimula a aeronave a “lance todas as restantes na minha posição” para evitar ser invadido por forças inimigas. A missão evoluiu para muito mais. De forma argumentável a missão mais difícil voada pela aeronave no campo de batalha de hoje, o CAS permaneceu no coração dos debates sobre poder aéreo por décadas.1 Além disso, exige o mais alto nível de integração com as forças terrestres, combates indiretos e outros ativos na maioria dos casos, o CAS demanda a maior precisão devido à proximidade das forças inimigas.2 Finalmente, possui o mais alto potencial para ramificações negativas caso algo aconteça errado, tais como fraticidas, mortes civis ou invasão de forças terrestres.

A guerra global ao terror elevou a importância do CAS. As forças terrestres cada vez mais dependem dos efeitos que o poder aéreo proporciona. O percentual de missões classificado como CAS foi pequeno durante a Operação Desert Storm (6 por cento) e Operação Força Aliada (0) (por causa da ausência dos controladores de ataque terminal no terreno em Kosovo).3 Nas Operações Enduring Freedom e Iraqi Freedom, este percentual aumentou drasticamente. Durante a Operação Anaconda, praticamente todas essas missões apoiaram as forças terrestres no Vale Shah-e-Kot.4 Durante a entrada em Bagdá em 2003, 75 por cento do envolvimento aéreo da Marinha e dos Fuzileiros Navais consistiu de missões CAS.5 De acordo com as Forças Aéreas do Comando Central dos EUA, relatório intitulado Operação Iraqi FreedomPelos Números, 79 por cento dos alvos acertados durante a campanha sob a interdição kill-box (caixa de destruição)/categoria CAS.6 Nas atuais operações Iraqi Freedom, quase todas as missões aéreas exigem controle positivo para engajar alvos terrestres.

As recentes operações de combate tornaram-se cada vez mais conjuntas na sua natureza—por exemplo, os caças de múltiplas tarefas F-16 da Força Aérea e os helicópteros Apache AH-64 do Exército fornecem CAS para os batalhões dos Fuzileiros Navais, os helicópteros Cobra AH-1 dos Fuzileiros Navais dão apoio às brigadas do Exército e forças especiais de apoio de caças de múltiplas tarefas F/A-18 da Marinha. Esta maior interação conjunta, acoplada às diferenças da força armada na abordagem à doutrina e treinamento, diminuiu a eficácia do CAS.

A Publicação Conjunta (JP) 3-09.3, Joint Tactics, Techniques, and Procedures for Close Air Support (Táticas, Técnicas e Procedimentos Conjuntos para Apoio Aéreo Aproximado), lista oito condições para o CAS eficaz: (1) treinamento efetivo e proficiência, (2) planejamento e integração, (3) comando, controle e comunicações, (4) superioridade aérea, (5) designação e aquisição de alvos, (6) procedimentos simplificados e flexíveis, (7) armamento apropriado e (8) condições de tempo favoráveis.7 Doutrina e treinamento afetam todos esses exceto a superioridade aérea e condições de tempo favoráveis. Este artigo aborda formas de melhorar a eficácia do CAS pelo foco na doutrina e no treinamento.

Doutrina de Apoio Aéreo Aproximado

O CAS possui suas raízes nas primeiras décadas do século vinte. O advento do avião rapidamente conduziu para sua aplicação no uso da força e bombardeio nos campos de batalha da Europa na Primeira Guerra Mundial. Os aviadores dos fuzileiros navais desenvolveram uma forma inicial de CAS na Guerra Civil da Nicarágua de 1927.8 Os princípios orientadores desses usos iniciais do poder aéreo em apoio às forças terrestres amadureceram gradualmente ao longo da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coréia e Guerra do Vietnã na doutrina que temos hoje.

Os pontos de vista da força armada sobre CAS divergiram após a Segunda Guerra Mundial. Muitos proponentes da Força Aérea consideraram o bombardeio estratégico a principal tarefa do poder aéreo e visualizaram o CAS como “um máximo desperdício de poder de fogo.”9 O Exército olhava o poder aéreo em termos de apoio a uma campanha terrestre. Estas perspectivas continuam dentro das duas forças armadas de alguma forma até os dias de hoje.

A tensão fundamental com relação aos pontos de vista divergentes sobre CAS afetou as relações entre as forças e a compra de aeronaves durante toda a década de 60. O acordo Johnson-McConnell de 1966 delineou posteriormente a tarefa da Força Aérea como a única provedora de CAS de asa fixa para o Exército reconhecendo ao mesmo tempo que as missões do helicóptero do Exército incluiam apoio de fogo.10 Em seguida, em 1975 uma carta descreveu o entendimento da Força Aérea e do Exército sobre o uso do poder aéreo, dando forma à posição doutrinária sobre CAS do segundo.11 Os chefes do Exército primeiramente usaram o termo apoio de fogo aéreo direto para descrever o helicóptero CAS e acrescentaram uma definição que não antagonizaria a Força Aérea: “fogo proporcionado por veículos aéreos orgânicos para as forças terrestres contra alvos de superfície e em apoio a operações terrestres.”12 Isto evoluiu para “aproximado em apoio de fogo” e, atualmente, “ataque de combate aproximado.”13

Visualizando o CAS por meio de lentes muito diferentes, o Corpo de Fuzileiros Navais aborda a guerra enfatizando fogos de armas combinadas e fogos de aviação como partes integrantes do plano geral. Em 1935 o Corpo estabeleceu a aviação como uma seção independente “basicamente para o apoio das Forças dos Fuzileiros da Esquadra em operações de desembarque e em apoio às atividades da tropa no campo.”14 A idéia da Força Tarefa Aeroterrestre dos Fuzileiros Navais inclui um elemento de aviação para fornecer apoio de fogo. Esta abordagem aeroterrestre sobreviveu devido ao uso de uma força historicamente mais leve, com a aviação fornecendo o apoio necessário. Além disso, a aviação dos Fuzileiros Navais historicamente tem focado no nível tático. Não possuindo nenhum bombardeiro estratégico, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA evitou o debate dentro da Força Aérea sobre a mais eficiente aplicação do poder aéreo. Entretanto, isto contribui para problemas com a integração conjunta à medida que a liderança dos Fuzileiros Navais luta constantemente sobre a mistura correta de fornecimento de aeronave para uma campanha aérea conjunta mantendo ao mesmo tempo a capacidade de apoio direto da aviação dos Fuzileiros Navais.

O documento JP 3-09.3 rege os procedimentos sobre CAS. Muitos debates CAS atuais envolvem diferentes abordagens das forças armadas com relação ao CAS e sua compreensão da doutrina. O corporativismo da força armada motiva significativamente os diferentes pontos de vista. A discussão de se o CAS se constitui ou não um uso efetivo do poder aéreo se estende além do escopo deste artigo. O debate fundamental, contudo, orienta a intenção do Exército e da Força Aérea e cada abordagem da força armada para a missão.

O desenvolvimento do helicóptero forneceu aos comandantes terrestres uma plataforma aérea orgânica para prover apoio de fogo.15 O Exército visualizou isto como crítico devido à sua percepção da falta de apoio da Força Aérea, cujo foco permanece no bombardeio estratégico. Este desenvolvimento, infelizmente, também envolveu o uso de semântica e palavreado para evitar “ultrapassagem dos limites” da responsabilidade da Força Aérea de provimento de CAS para o Exército. Ao longo dos anos, este “olho por olho” resultou em uma postura de evitar de forma supersticiosa o termo dentro dos círculos do Exército ou implicando que a aviação do Exército realizasse a missão. Uma carta dos Chefes do Estado Maior do Exército e da Força Aérea para o Presidente da Comissão das Forças Armadas do Congresso em setembro de 1975 definiu a tarefa do helicóptero de ataque como “integrado à unidade de manobra terrestre do Exército e uma extensão do poder de fogo orgânico.” As duas forças armadas concordaram que “o helicóptero de ataque não realiza CAS mas tem o propósito de complementar as capacidade CAS da Força Aérea.”16 Os helicópteros do Exército realmente conduzem CAS mas sob o disfarce de uma outra denominação qualquer. O Manual de Campo do Exército (FM) 3-04.111, Aviation Brigades (Brigadas de Aviação), define ataque de combate aproximado (CCA) como “um ataque rápido ou deliberado em apoio das unidades engajadas em combate aproximado. Durante o CCA, os helicópteros engajam unidades inimigas com fogos diretos que causam impacto próximo às forças amigas. . . . O CCA é coordenado e dirigido por uma unidade terrestre de nível de equipe, pelotão ou companhia usando procedimentos CCA padronizados na unidade [procedimentos padrão de operação].”17

Comparar a definição de CCA com a atual definição conjunta de CAS: “ação aérea por aeronave de asa fixa e rotativa contra alvos hostis que estejam em grande proximidade das forças amigas e que exigem integração detalhada de cada missão aérea com o fogo e o movimento dessas forças.”18 O CCA se estende ainda mais pela utilização do formato de briefing de nove linhas do CAS conjunto mas chamando-o de “briefing de ataque de combate aproximado.”19

Antes da Enduring Freedom e Iraqi Freedom, as unidades dos helicópteros do Exército geralmente apoiaram somente unidades terrestre do Exército, portanto esta abordagem da doutrina não influenciou as operações conjuntas. Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 (9/11), entretanto, os helicópteros de ataque do Exército forneceram apoio de fogo para as forças especiais e unidades terrestres dos Fuzileiros Navais. O Exército enfrentou problemas já que os seus pilotos não estavam bem experientes nos procedimentos de CAS.20 Com base neste problema doutrinário, a força armada realizou ajustes aos procedimentos para comando e controle (C2) e controle aéreo avançado (FAC) quando os AH-64s prestaram apoio às unidades de Fuzileiros Navais.21

Dentro da Força Aérea, encontra-se uma percepção persistente de que o CAS é uma missão de mais baixa prioridade ou de uso menos eficaz do poder aéreo do que a interdição ou bombardeio estratégico.22 A atual doutrina da Força Aérea perpetua esta percepção: “As aplicações CAS devem ser ponderadas com relação a outras, potencialmente mais eficaz, em usos para ativos capazes de CAS tais como [interdição aérea] ou até mesmo ataque estratégico.”23 Esta abordagem inibe a eficácia já que as unidades despendem menos tempo de treinamento para o CAS. Historicamente isto não apresentou um grande problema porque a aeronave A-10 proporcionou preponderância dos combates aéreos CAS e por causa dos seus pilotos serem geralmente experientes em procedimentos CAS. A tecnologia e um aumento das atribuições de tarefas CAS mudaram isto drasticamente durante a Enduring Freedom e a Iraqi Freedom. Avanços nos armamentos e sensores agora permitem que muitas aeronaves diferentes realizem a missão CAS, incluindo os bombardeiros B-52 e B-1. Esta mudança para o apoio CAS de outras aeronaves pode resultar em utilização de membros da tripulação da missão com pouco ou nenhum entendimento do esquema terrestre de manobra ou as confusões de um plano de apoio de fogo integrado. Nesta situação, vê-se normalmente a mentalidade “bombardeio coordenado”; isto é, a tripulação focaliza-se nas coordenadas do alvo para lançamento de uma munição guiada com precisão (precision-guided munition) (PGM), perdendo a importância de uma direção final de ataque ou um tempo sobre o alvo—ambos peças críticas para a unidade ou controlador terrestre.24

Deve-se também considerar as diferenças doutrinárias relativas às medidas de coordenação de apoio de fogo. A discussão do posicionamento da linha de coordenação de apoio de fogo (fire support coordination line) (FSCL) fica fora do escopo deste artigo, entretanto, isto não afeta a eficácia do CAS. Em nenhum lugar a publicação de CAS conjunto declara que o CAS é ligado a uma medida específica de coordenação de apoio de fogo. Na realidade, diz que a FSCL “não divide uma área de operações pela definição entre áreas aproximadas e profundas ou cria uma zona para o CAS.”25 O mal-entendido desta premissa básica coloca restrições exageradas sobre os fogos de aviação e desnecessariamente exige o controle CAS para missões que atendam à definição de interdição. O entendimento de que o CAS é, ou ainda não é, varia dentro da forças armadas.26 Por exemplo, os “briefings” realizados pelo Apoio Aéreo Aproximado Conjunto (Joint Close Air Support) (JCAS) Conferência de 2004 descreveu as missões de caça ao míssil Scud no deserto do oeste do Iraque durante a operação Iraqi Freedom como CAS.27 A confusão sobre a diferença entre operações de CAS, interdição e guiagem terminal também levou a recomendações para que se chamem as operações de algo mais, tais como interdição aérea do campo de batalha ou ataque de precisão com auxílio de terra.28

A atual doutrina CAS também falha por focalizar quase exclusivamente sobre as táticas, técnicas e procedimentos de asa fixa (TTP). Um total de seis páginas na atual publicação CAS conjunta abrange o emprego de CAS com asa rotativa, pontos de controle, tática e armas. Pode-se atribuir este desequilíbrio, em parte, ao fato de que o Exército não conduz missões CAS ou FAC (aéreas) (FAC[A]). Entretanto, os helicópteros de ataque as executam rotineiramente. Durante a Anaconda, os helicópteros Cobra AH-1 dos Fuzileiros Navais não realizaram FAC(A) ou coordenação e reconhecimento do ataque devido a uma falta de entendimento dentro da cadeia de comando da força tarefa conjunta relativa às suas capacitações.29 Não se pode colocar a culpa deste problema nos comandantes do Exército, cuja exposição à aviação de ataque de asa rotativa, na maioria das vezes, estava limitada aos AH-64s, que não realizavam essas missões de forma rotineira. Tal falta de conhecimento relativo às capacidades do helicóptero levam a um emprego ineficiente desses ativos.30 O problema também afeta o treinamento já que as FAC(A)s da força armada (exceto aquela no Corpo de Fuzileiros Navais) raramente controlam helicópteros durante o treinamento FAC.31

Além disso, a tecnologia tem um efeito dramático sobre a doutrina, que não pode manter o ritmo com relação aos avanços. O uso mais frequente dos PGMs (munições com guiagem de precisão) afeta a execução das missões de CAS. Os alcances aumentados de standoff e lançamento das PGMs exigem que os comandantes terrestres tenham um maior nível de confiança no seu controlador aéreo e na plataforma CAS.

As entradas de vídeo tais como aquelas do receptor de aumento de vídeo de operação remota permitem que os controladores de ataque terminal conjunto (JTAC) usem veículos aéreos não tripulados (UAV) e sensores de aeronave para auxiliar na designação de alvos.32 JTACs não vêem o alvo com seus olhos de modo a engajá-los, em muitos casos, eles podem estar a vários quilômetros do alvo. Infelizmente, esta situação pode conduzir à micro-gerência dos ataques táticos porque os comandantes agora têm uma visão dos olhos de um pássaro (vista de cima) de um engajamento e sentem a necessidade de adotar ao invés de deixarem os operadores táticos executarem a missão.33 O fato de que o uso de UAV (Veículos Aéreos não Tripulados) também alcança a capacidade de definir doutrina e TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) para as missões CAS tem muitas ramificações, incluindo autorização de fogos, autoridade de controle de UAV (Veículo Aéreo não Tripulado), resolução de conflito de espaço aéreo e transferência de alvo.

Muitos destes problemas doutrinários também afetam o treinamento. O treinamento CAS varia para cada força armada e de conflito para conflito. A padronização aumentou para os controladores de ataque terminal, mas muitas áreas no treinamento das tripulações de CAS ainda necessitam de melhoria.

Treinamento de Apoio
Aéreo Aproximado

Todos os membros das forças militares ouviram a expressão “treine como combate e combata como você treina” repetida com frequência. De nenhuma forma isto é mais importante do que em CAS. Todavia, as tripulações e os controladores normalmente improvisam durante a execução devido à falta de prática ou de treinamento nos procedimentos de CAS. Os últimos anos têm presenciado a incorporação de várias iniciativas de padronização, mas a maioria delas foca nos controladores terminais. Infelizmente, devido à padronização da tripulação variar entre as forças armadas e as unidades, ainda temos obstáculos para negociar no treinamento de CAS antes que a eficácia melhore.

O primeiro obstáculo envolve uma pequena quantidade de treinamento conjunto. Realçada pelo relatório do General Accounting Office (Escritório de Administração Geral) de 2003 sobre a prontidão militar como uma das principais áreas para melhoria.34 Recentes iniciativas como a Joint National Training Capability (Capacitação de Treinamento Nacional Conjunto) pelo Joint Forces Command (JFCOM) (Comando das Forças Conjuntas) estão tentando resolver o problema.35 Embora tais esforços representem um bom primeiro passo, as designações de tarefas específicas e uma falta de supervisão e autoridade central os problemas persistem. Os requisitos de treinamento bem como o ritmo altamente operacional normalmente forçam as unidades a abrir mão do treinamento conjunto ao invés de designação de tarefas à força armada de mais alta prioridade. Além disso, mesmo embora o JFCOM (Comando das Forças Conjuntas) facilite o treinamento conjunto e possa fornecer incentivos de financiamento para exercícios, não detém nenhuma autoridade para compelir as unidades a participarem. Este problema ocorre mesmo dentro do corpo de Fuzileiros Navais, que geralmente também realizam integração aeroterrestre. O fato das unidades terrestres dos Fuzileiros Navais tenderem a treinar com aeronaves dos Fuzileiros Navais, porque estão familiarizadas entre si, inibe os controladores e tripulações de se tornarem mais conhecedores dos ativos aéreos conjuntos.36

A falha de algumas unidades em enfatizar o treinamento de CAS levanta uma outra dificuldade. Ao invés disso, concentram-se em outras missões, tais como engajamentos ar-ar ou interdição, a despeito da sua baixa probabilidade de ocorrência—especialmente nas atuais operações do Iraque.37 As unidades verdadeiras devem manter proficiência e competência em todas as designações de tarefas e missões, mas não devem neglicenciar treinamento em uma das mais prováveis áreas de emprego no teatro de operações.

A fluidez das operações também contribui para os problemas de treinamento. Durante a campanha terrestre do Iraque em 2003, o desvio de muitas missões de combate aéreo após elas estarem no ar para fornecer o CAS excluiu o planejamento e a integração eficaz pré-missão.38 Perpetuou também a noção do CAS como uma missão de pickup que podemos executar em vôo e que portanto exige pouca ênfase durante o treinamento.

Outros requisitos externos também afetam o treinamento. A reestruturação do Exército coloca grandes demandas sobre a Força Aérea para os controladores de ataque terminal e exige mais missões de combate aéreo de treinamento com a mesma quantidade de apoio de aviação.39 Os Fuzileiros Navais enfrentam uma situação similar com a ativação do programa de assento único FAC(A) dentro das unidades de asa fixa.40

Além disso, a tecnologia pode inibir o treinamento de CAS. Em muitos casos, as tripulações e controladores CAS desenvolvem TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) ad hoc. A falha em captar TTPs em um ponto central para disseminação em graus variados de proficiência e diferentes procedimentos entre as unidades. Em alguns casos, falta de sistemas tais como pods avançados de designação de alvos limitam o treinamento das tripulações antes do emprego, conduzindo a uma aplicação no teatro menos efetiva.41

Os problemas de doutrina e treinamento descritos acima normalmente não evitam que as forças recebam CAS. O líder mundial na aplicação de poder militar, os Estados Unidos não abrem mão de nada na condução dessa missão, independentemente de qualquer coisa, a implementação das seguintes recomendações aumentarão a eficácia em todas as forças armadas e tornarão o CAS realmente conjunto.

Recomendações doutrinárias

As seguintes recomendações focalizam em corrigir primeiro as deficiências na doutrina CAS. Em alguns casos, elas exigem uma mudança dramática pelas forças armadas nas suas abordagens de CAS. Contudo, isto é necessário para facilitar melhorias posteriores no treinamento de CAS.

Motivar os Quartéis Generais da Força Aérea e do Exército a
reconhecerem que a Aviação de Ataque do Exército realiza o CAS

O emprego do poder aéreo continua a evoluir muito depois das duas forças armadas concordarem que os helicópteros de ataque “não realizam CAS.”42 Perpetuar tal visão míope é digno de repreensão. Ambas as forças armadas concordam que o Exército confia no apoio externo para CAS de asa fixa, sendo que a preponderância do qual vem da Força Aérea, com base em precedentes e acordos históricos. O helicóptero de ataque é uma plataforma CAS viável, conforme demonstrado pelos mais de 35 anos pelo Corpo de Fuzileiros Navais e pelo Exército em operações recentes na Enduring Freedom e Iraqi Freedom. Este fato não ameaça nenhum acerto ou apoio à missão de nenhuma força armada. A aviação de ataque do Exército ainda pode atuar como elementos de manobra e conduzir outras missões necessárias. Esta proposta meramente formaliza o que realmente ocorre. O reconhecimento de que o Exército realizar CAS é crucial já que a aviação do Exército presta CAS para o Exército, Fuzileiros Navais e para as unidades das forças especiais na Enduring Freedom e Iraqi Freedom; então, os pilotos necessitam de treinamento para tornarem-se familiarizados com os procedimentos CAS. Um contrato similar Casey-Moseley com a Johnson-McConnell ou um entre o General David C. Jones, Chefe-do-Estado-Maior da Força Aérea e o General Frederick C. Weyand, Chefe-do-Estado-Maior do Exército, em 1975 reafirmariam o compromisso da Força Aérea de prover CAS de asa fixa para o Exército ainda que reconhecendo que a tarefa da aviação de ataque do último no CAS e FAC(A).43

O estabelecimento de um Programa FAC(A) do Exército

Um programa FAC(A) de asa rotativa do Exército oferece muitas vantagens. Treinados para operar sob procedimentos padronizados descritos no Memorando de Entendimento Conjunto FAC (a) (Joint FAC[A] Memorandum of Agreement), os FAC(A)s proporcionam aos comandantes do Exército maior capacidade para controle de fogos aéreos. Em alguns casos, a capacidade pode facilitar o requisito para JTACs adicionais como reestrutura das unidades sob o conceito de brigada. A aviação de ataque do Exército praticou muitas funções FAC(A) durante anos sob o conceito de equipe de ataque aéreo conjunto.44 No Vietnã, os controladores voaram rotineiramente em helicópteros do Exército. Mais recentemente no Iraque, os controladores de ataque terminal voaram no assento direito dos helicópteros de escolta OH-58 da Divisão Aérea 101.45 Os helicópteros AH-1 Cobra e UH-1 Huey dos Fuzileiros Navais já funcionam como FAC(A)s de asa rotativa.

O treinamento da prova de conceito para esta idéia ocorreu em janeiro de 2006, quando quatro pilotos do Apache AH-64D do 1o Batalhão, Regimento de Ataque 227 receberam treinamento acadêmico FAC(A), passando duas semanas voando missões de FAC(A) de asa rotativa com o Esquadrão 1 (MAWTS-1) de Tática e Armas da Aviação dos Fuzileiros Navais, que fornece padronização tática e treinamento de nível avançado para todos os aviadores do Corpo de Fuzileiros Navais. Os instrutores FAC(A) do AH-1W voaram a aeronave AH-64D, proporcionando instrução ao vivo de fogo FAC(A). A prova de conceito confirmou os AH-64 como uma plataforma viável e capaz para FAC(A) e mostrou que pilotos de ataque antigos do Exército podem conduzir com proficiência FAC(A) após o treinamento.46 Embora devamos tratar dos problemas de apoio para estabelecer um programa FAC(A), deveríamos basear nossa decisão em uma análise honesta da maior capacidade que ele iria prover—não em missões tradicionais dentro das forças armadas.

Muitos requisitos já estão implantados para implementar o programa. O Memorando de Entendimento Conjunto FAC(A) descreve os padrões e requisitos de certificação. Poderíamos incorporar rapidamente TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) FAC(A) de asa rotativa já estabelecidas e usadas pelos helicópteros dos Fuzileiros Navais na doutrina e nas publicações do Exército.47 Além disso, ao alavancarmos instrutores FAC(A) MAWTS-1 sob um conceito “treinar o treinador” para estabelecer um quadro militar inicial dos instrutores FAC(A) do Exército, poderíamos conduzir treinamento inicial dos pilotos do Exército.

Motivar as Forças Armadas para
dedicarem maior ênfase na Missão
de Apoio Aéreo Aproximado

A ênfase na missão CAS melhorou desde 11/9; entretanto, o advento dos sensores avançados e das PGMs impulsionam muitas plataformas na tarefa CAS sem uma sólida compreensão ou exposição da doutrina CAS. As unidades que iniciaram recentemente o emprego de suas plataformas na tarefa CAS são as mais afetadas. A maior ênfase doutrinária na missão pelo quartel general da força armada expandirá a conscientização da doutrina CAS e das TTPs, aumentando portanto a padronização e a eficácia.48

Alterar a abordagem doutrinária das forças armadas para
Coordenação de Apoio de Fogo e Apoio Aéreo Aproximado

Tal alteração exige educação e discussão dos procedimentos e da doutrina de emprego do CAS e dentro da estrutura C2 de cada força armada. O pessoal guarnecendo o destacamento da coordenação do campo de batalha, do centro de operações de apoio aéreo ou do centro de apoio aéreo direto deve compreender completamente o que o CAS é ou não é, bem como o gerenciamento das medidas de coordenação de apoio de fogo e que os fogos afetam criticamente o CAS. A educação e a discussão devem incluir os comandantes em terra em todos os escalões. Sua compreensão dos princípios de emprego do CAS também gera a eficácia dos fogos aéreos.49

Expandir os Detalhes na Doutrina de Apoio
Aéreo Aproximado nas Táticas, Técnicas e
Procedimentos dos Helicópteros

A expansão da aviação de ataque do Exército nas tarefas de CAS e FAC(A) aumentará a utilização do CAS de asa rotativa. O conhecimento das TTPs de CAS de helicóptero varia muito dentro das unidades de asa fixa e das forças armadas. Os pilotos de asa fixa dos Fuzileiros Navais geralmente conhecem muito sobre helicópteros devido às relações habituais da unidade dentro da idéia da Força Tarefa Aeroterrestre dos Fuzileiros Navais. Devemos fazer um esforço concentrado para incorporar mais informações e TTPs relativas às operações de helicóptero na doutrina.

Promover melhor compreensão dos tipos de Controle do
Apoio Aéreo Aproximado e da utilização da FAC(A) pelos comandantes em terra

A educação continuada e inclusão dos comandantes em terra no JCAS (Apoio Aéreo Aproximado Conjunto) melhorará grandemente esse processo. Oferta de um “livro de instrução” de CAS como parte dos cursos dos comandantes das forças armadas melhor familiarizaria os novos comandantes com o JCAS e as TTPs FAC(A).50 A maior integração dos oficiais terrestres em fóruns tais como conferências JCAS e FAC(A) Conjunto também seria benéfica já que a sua participação nas duas conferências é normalmente limitada. A maioria dos participantes tem experiências de controlador de terminal de aviação.

Atualizar as Táticas, Técnicas e Procedimentos de
Apoio Aéreo Aproximado para refletir a atual tecnologia

Finalmente, a doutrina CAS deve acompanhar a tecnologia. Devemos filtrar e codificar a especialização de combate dos membros das tripulações e controladores na doutrina JCAS. Além disso, devemos implementar uma expansão detalhada das TTPs na designação de alvos e lançamento PGM, uso de entradas de vídeo e integração de UAV (veículos aéreos não tripulados). Além disso, devemos discutir a tarefa UAV no CAS, possivelmente incluindo observador de fogos conjuntos e/ou treinamento FAC(A) para operadores de UAV. A incorporação das mais recentes informações no documento JP 3-09.3 assegurará que um nível de conhecimento básico alcance todos os controladores e tripulações do que permaneçam em um nível de unidade ou força armada.

Recomendações
para treinamento

Os comandantes e unidades devem enfatizar constantemente o treinamento que exercita rotineiramente as táticas, técnicas e procedimentos CAS. O treinamento CAS bem sucedido resultará em emprego seguro e eficaz do CAS.

—Marine Corps Warfighting Publication 3-23.1
Close Air Support, 8 de setembro de 2007

As alterações doutrinárias têm pouco efeito a menos que elas sejam acompanhadas pelas melhorias no treinamento. O treinamento conjunto ocorre em graus variados, mas em uma base ad hoc e normalmente por meio de um sistema “buddy” via conversações telefônicas ou e-mail entre esquadrões. Embora isto possa ter sucesso no atendimento dos requisitos de treinamento do esquadrão, é um método informal e nenhum esquadrão recebe crédito por treinamento conjunto.

Estabelecer um Requisito de Treinamento

A decisão de aumentar um requisito adicional nas unidades não se adequaria ao ritmo das atuais operações e ciclos de emprego, mas aumentaria a interação conjunta entre as unidades. Devemos adotar uma abordagem de senso comum para minimizar o impacto sobre unidades sobrecarregadas—por exemplo, alinhando unidades para as oportunidades de treinamento conjunto razoavelmente próximas às suas estações domésticas. Deveríamos também considerar requisitos de tarefas conjuntas como fator chave na determinação da participação da unidade. Além disso, este treinamento deve contar no sentido dos requisitos de treinamento específico de treinamento da força armada.

Esta recomendação exige expansão da Iniciativa de Treinamento Integrado pela Força Aérea, que não inclui oportunidades de treinamento conjunto.51 Necessitamos aumentar a participação de outras forças armadas, entretanto, para desviar o foco da iniciativa sobre as unidades da Força Aérea. A expansão da iniciativa para incluir o alinhamento das unidades para exercícios conjuntos, com base nos requisitos da missão e nos ciclos de emprego, aumentariam a eficácia das unidades que conduzem as operações JCAS. Também atenderia maiores requisitos para treinamento dos controladores CAS e dos membros da tripulação aérea FAC(A). O alinhamento das unidades com base nos requisitos de treinamento permite um uso mais eficiente dos ativos de aviação durante o treinamento.

Aumentar a Interação Conjunta entre
as Escolas de Armas das Forças Armadas

A interação conjunta nas escolas de armas das forças armadas aumentou nos últimos anos, mas a participação é normalmente limitada às plataformas de alta demanda /baixa densidade tais como o Sistema de Controle e Alarme Aéreo (Airborne Warning and Control System), Sistema Radar de Vigilância Conjunta de Ataque ao Alvo ou o avião de caça Prowler EA-6B. Deveríamos aumentar a participação pela aeronave JCAS e deveríamos incluir conferências sobre táticas e lições apreendidas. Com essa condição, as conferências JCAS e FAC(A) conjunta representam excelentes fóruns para discussão das TTPS e das lições apreendidas, mas, de forma ideal, devemos nos esforçar pela maior interação nos fóruns táticos tais como a Conferência de Tática e Armas da Força Aérea.52 Plataformas de todas as forças armadas se beneficiariam das muitas lições apreendidas CAS/FAC(A) e TTPs em tal conferência.

As forças armadas também se beneficiam do treinamento multifuncional dos especialistas no assunto CAS e FAC(A). Os vôos de familiarização com plataformas CAS ou FAC(A) de uma outra força armada beneficia a todos.53 Tal interação conjunta permite maior compreensão do emprego das TTPs das diferentes plataformas, sensores e armas, o que conduz a uma execução mais eficiente da próxima vez que as duas plataformas ou unidades trabalharem em conjunto.

Estabelecer uma Missão de Apoio Aéreo Aproximado-Lista de
Tarefas Essenciais para todas as aeronaves que estiverem realizando a Missão

Esta lista de tarefas deve se espelhar naquelas listas estabelecidas pelo treinamento JTAC e FAC(A) conjunto.54 Tal lista aumentaria a eficácia dos ativos CAS descrevendo as expectativas das plataformas. Os memorandos de entendimento de JTAC e FAC(A) Conjunto descrevem muito desta padronização. Os especialistas da força armada e de CAS podem modificar aqueles padrões existentes para definir os requisitos específicos da aeronave, incluindo aqueles dos UAVs. Alavancando o plano de estudos CAS das plataformas similares de asa fixa e rotativa fornecerão informações para as unidades ou criação de um plano de treinamento CAS.

Elevar a importância do treinamento do
Apoio Aéreo Aproximado na Força Aérea

No passado, surgiram preocupações relativas à capacidade da aeronave de realizar uma missão de CAS. Os pods de designação de alvo e as armas de precisão agora permitem que muitas aeronaves adquiram e engajem os alvos em apoio a esta missão, mas o treinamento CAS não avançou com estas capacitações. Até que atribuamos ao treinamento CAS a mesma importância da interdição aérea ou do ataque estratégico, as unidades o visualizarão como missão secundária e atribuirão menos significado a ele.55 Muitas plataformas têm missões que focalizam além do CAS, mas necessitamos alguma linha de referência de treinamento padronizado caso desejemos realizar a tarefa CAS de forma eficaz.

Incorporar o treinamento de Apoio Aéreo Aproximado no
plano de treinamento para o treinamento na Aviação de Ataque do Exército

Um aumento no treinamento deve ser acompanhado da aceitação do CAS como uma missão de asa rotativa. O plano de treinamento para os pilotos do Apache AH-64 do Exército e do OH-58 Kiowa deve incorporar planos acadêmicos de CAS e treinamento de vôo. O estabelecimento de um programa FAC(A) também exige mais treinamento. Os planos do AH-1W e UH-1N dos Fuzileiros Navais podem ser submetidos a revisão com uma visão voltada para o desenvolvimento de um plano satisfatório para preparar suficientemente os pilotos do Apache e do Kiowa no CAS e TTPs FAC(A).56

Criara uma Escola de Armas no Exército

Atualmente, a padronização da aviação do Exército em Fort Rucker, Alabama, com a Diretoria de Avaliação e Padronização, enquanto que a Diretoria de Treinamento e Doutrina cuida da literatura e padronização das operações táticas.57 O Exército não tem nenhum curso de armas e táticas que confira treinamento avançado aos pilotos. Estes que “usam distintivos” nas outras forças armadas são considerados os especialistas sobre o assunto sobre armas e táticas para as suas respectivas plataformas.58 O Exército tem um acervo de conhecimentos e experiência no seu corpo de aviação, mas a ausência de uma escola de armas evita que a força armada consiga aglutinar e institucionalizar este conhecimento.

O Esquadrão de Tática e Armas de Aviação do Exército (AAWTS) proposto pode padronizar-se após uma idéia similar àquela da escola de armas do Corpo de Fuzileiros Navais, a MAWTS-1. A Diretoria de Avaliação e Padronização cuidaria da padronização e treinamento de vôo para unidades e pilotos, enquanto que o AAWTS assumiria a responsabilidade pela padronização tática e treinamento em nível avançado. Isto abrangeria funções similares àquelas do MAWTS-1, incluindo treinamento avançado tais como FAC(A), produção de publicações táticas, insumo da doutrina e teste e avaliação da tecnologia ou dos procedimentos emergentes.

O complexo terrestre de provas de Yuma do Exército no Arizona serviria como um local ideal para o AAWTS. Permite acesso a várias raias de treinamento de aviação e está em localização central, próximo à Escola de Armas de Caça da Força Aérea na Base Aérea de Nelli em Las Vegas, Nevada; Base Aérea de Luke em Phoenix, Arizona; o Centro de Combate Aeroterrestre do Corpo de Fuzileiros Navais em Twenty-Nine Palms, Califórnia e MAWTS-1 em Yuma, Arizona. Este local promove sinergia pelo aumento da interação conjunta para todas as forças armadas. Os cursos para instrutor do AAWTS permitiriam acesso aos membros das tripulações e helicópteros do Exército para treinamento conjunto durante os cursos de Instrutor de Tática e Armas dos Fuzileiros Navais ou os cursos da Escola de Armas da Força Aérea. Os benefícios do estabelecimento de um alcance AAWTS alcançam além da aviação do Exército e afetariam de forma positiva todas as forças armadas.

Conclusões

O apoio aéreo aproximado é bom para o seu moral; é realmente ruim para o inimigo. Acredigo que a confiança do 0311 [soldado especialista no uso de rifle] que está por detrás do furo do morteiro, com RPGs [granadas com propulsão a foguete] [bouncing] dos sacos de areia—Penso que é bom para ele quando uma bomba de 200 quilos é lançada nas vizinhança de onde você estava levando fogo. Certamente é bom no nível de companhia e é certamente bom no nível de batalhão, como em, “Estamos em controle aqui; podemos assumir comando a qualquer momento que desejemos.” HUMINT [inteligência humana] relatórios [mostraram que] foi devastador, absolutamente devastador para eles.

—Entrevista com FACs da Vigésima Segunda
— —Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais,
— —5 de junho de 2004

A maioria dos problemas descritos neste artigo não são novos. Uma revisão da literatura sobre CAS ao longo dos últimos 30 anos revela muitos tópicos recorrentes. A pergunta então se torna, qual o ímpeto para a resolução desses assuntos? A resposta se baseia no conflito que enfrentamos na guerra global ao terror e as realidades dos recursos limitados. Para tornar-se mais efetivo, os serviços devem adotar a realidade do JCAS (Apoio Aéreo Aproximado Conjunto).

Abordando o CAS a partir de um ponto de vista de sistemas, realizamos melhorias em muitas áreas. A tecnologia nos permite utilizar ativos aéreos na tarefa de CAS de maneira que não podíamos imaginar 20 anos atrás. A padronização dos controladores de ataque terminal e atualizações à doutrina nos permitiram aplicar essas tecnologias de forma mais eficaz durante as missões. As últimas áreas que devemos abordar envolvem membros da tripulação e unidades que realizam a missão. A aplicação da doutrina descrita e as recomendações de treinamento completam essa etapa. De forma ideal, teremos um dia quando o apoio ao JTAC será uniforme, independentemente da plataforma ou da força armada que estiver provendo o apoio.

*Este artigo é derivado da tese do autor quando estudante do Air Command and Staff College ar 2007, onde recebeu o Prêmio the commandar’s award for Research Excellence pelo melhor trabalho apresentado no ano acadêmico de 2007.

Notas:

1. Tenente Coronel James D. Reed, “Army’s Transformation Impact on Close Air Support Terminal Attack Control (Impacto da Transformação do Exército sobre o Controle do Ataque Terminal de Apoio Aéreo Aproximado),” Projeto de Pesquisa Estratégica (Carlisle Barracks, PA: Escola de Guerra do Exército dos EUA, 2006), 8. Reed declara que a missão do controlador do ataque terminal conjunto é altamente exigente e normalmente complexo.” Ibid.

2. David A. Deptula and Sigfred J. Dahl, “Transforming Joint Air-Ground Operations for 21st Century Battle­space (Transformação das Operações Aeroterrestres Conjuntas para o Combate do Século 21),” Field Artillery (Artilharia de Campo), Julho–Agosto 2003, 4. Deptula e Dahl observam que “há necessidade de conscientização situacional avançada e conhecimento sobre os sistemas de armas para ambos os vôos múltiplos ‘rack-and-stack’(montados por computador) para aeronave de ataque e escolher o correto sistema de lançamento e armamento para os efeitos desejados.” Ibid.

3. Rebecca Grant, “O Confronto sobre CAS,” Air Force Magazine (Revista da Força Aérea) 86, no. 1 (Janeiro de 2003): 56 (“Stretching the Definition” (Esticando a Definição), http://www.afa.org/magazine/jan2003/0103cas.pdf.

4. Ibid.

5. Arthur P. Brill Jr., “Apoio Aéreo Aproximado: É necessário mais aperfeiçoamento,” Sea Power, Novembro de 2003, 1, http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3738/is_200311/ai_n 9311629/pg_1.

6. Operação Iraqi Freedom—Pelos Números (Base Aérea de Shaw), SC: Divisão de Avaliação e Análise, Forças Aéreas do Comando Central, 30 de abril de 2003), 5, http://www.au.af .mil/au/awc/awcgate/af/oifcentaf.pdf.

7. Publicação Conjunta (JP) 3-09.3 Joint Tactics, Techniques, and Procedures for Close Air Support (Táticas, Técnicas e Procedimentos para o Apoio Aéreo Aproximado (CAS), 3 setembro de 2003 (incorporando alteração 1, 2 de setembro de 2005), I-6, http://www.dtic.mil/doctrine/jel/new _pubs/jp3_09 _3ch1.pdf.

8. Robert L. Sherrod, History of Marine Corps Aviation in World War II (História da Aviação dos Fuzileiros Navais na Segunda Guerra Mundial)(Washington, DC: Imprensa das Forças de Combate, 1952), 25.

9. Douglas N. Campbell, O Debate sobre o Warthog (Javali Africano) e o Apoio Aéreo Aproximado (Annapolis, MD: Imprensa dos Instituto Naval, 2003), 39.

10. Força Aérea dos Estados Unidos: Documentos Básicos sobre Tarefas e Missões, comp. and ed. Richard I. Wolf (Washington, DC: Escritório da História da Força Aérea, 1987), 379.

11. Ibid., 403.

12. Benjamin F. Cooling, ed., Estudos de Caso no Desenvolvimento do Apoio Aéreo Aproximado (Washington, DC: Escritório da História da Força Aérea, 1990), 455.

13. Para o termo anterior, consulte Maj Rhett B. Lawing, “Forças Armadas Americanas Impacto da Cultura da Força Armada sobre o Apoio Aéreo Aproximado,” Jornal de Crônicas On-line Journal, 18 de dezembro de 2006, http://www.air power.maxwell.af.mil/airchronicles/ cc/lawing.html.

14. Sherrod, História da Aviação do Corpo de Fuzileiros Navais, 32.

15. J. Kristopher Keener, A Inovação do Helicóptero na Aviação do Exército dos Estados Unidos (Cambridge, MA: Programa de Estudos de Segurança do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), 2001), 13, http://web.mit.edu/SSP/Publications/working_papers/wp_01-1.pdf.

16. Força Aérea dos Estados Unidos: Documentos Básicos, 403.

17. Manual de Campo (FM) 3-04.111, Brigadas de Aviação, Agosto de 2003, Q-15, http://www.globalsecurity.org/mili tary/library/policy/army/fm/3-04-111/fm3-04-111.pdf.

18. JP 3-09.3, Táticas, Técnicas e Procedimentos para o Apoio Aéreo Aproximado (CAS), I-1.

19. FM 3-04.111, Brigadas de Aviação, Q-16.

20. Tenente Coronel Jim Adams, oficial de operações, Esquadrão de Tática e Armas de Aviação dos Fuzileiros Navais 1 (MAWTS-1), discussão com o autor, março de 2005. Coronel Adams atuou como oficial de manutenção para o Esquadrão 266 de Helicóptero Médio dos Fuzileiros Navais, o Elemento de Combate de Aviação para a Unidade Expedicionária 22, que conduziu operações de combate em apoio à Operação Enduring Freedom na região do Afganistão, Tarin Kowt Afganistão, Abril a julho 2004. Durante estas operações os AH-64s eram designados para a tarefa de dar apoio às operações da Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais em várias ocasiões.

21. Maj Michael D. Grice, “AH-64 Apache Attack Helicopters (Helicópteros de Ataque Apache AH-64): Integração do AH-64 no Campo de Batalha MAGTF,” Marine Corps Gazette 91, no. 3 (março de 2007): 27–30.

22. Lawing, “American Armed Forces (Forças Armadas Americanas)’ Cultura da Força Armada,” 3.

23. Air Force Doctrine Document (Documento de Doutrina da Força Aérea) (AFDD) 2-1.3, Counterland Operations, 11 de setembro de 2006, 34, http://www.fas.org/irp/doddir/usaf/afdd2-1-3.pdf.

24. A experiência do autor como um controlador aéreo avançado e instrutor de controlador aéreo avançado (da tripulação) no Esquadrão 1 Tático e de Armas da Aviação dos Fuzileiros Navais.

25. JP 3-09.3, Táticas, Técnicas e Procedimentos para o Apoio Aéreo Aproximado (CAS), III-22.

26. Deptula and Dahl, “Transformação das Operações Aeroterrestres Conjuntas,” 4.

27. A experiência do autor ao comparecer à conferência JCAS em 2004.

28. Lt Col Eric E. Theisen, Ground-Aided Precision Strike (Ataque de Precisão com Auxílio de Terra): Heavy Bomber Activity in Operation Enduring Freedom (Atividade de Bombardeiro Pesado na Operação Enduring Freedom), Documento no. 31 (Base Aérea de Maxwell, AL: Imprensa da Universidade Aérea, 2003), 1.

29. A experiência do autor como líder de vôo durante a Anaconda com o destacamento AH-1W de HMM-166, o elemento de combate de aviação para a 13a Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais ligada à 10a Divisão de Montanha, 4–26 de março de 2002.

30. Ibid.

31. As discussões do autor com os representantes FAC(A) da força armada durante a Conferência FAC(A) Conjunta em Yuma, AZ, dezembro de 2005.

32. Esse sistema recebe imagens de câmera de aeronaves e UAVs (veículos aéreos não tripulados), integrando-as com outro software de posicionamento e designação de alvos dos EUA e portanto permitindo ao JTAC visualizar o alvo sob a perspectiva do sensor da aeronave.

33. Extrato do briefing, Marine Light Attack Helicopter Squadron (Esquadrão de Helicópteros de Ataque Leves dos Fuzileiros Navais) (HMLA)-773, MAWTS-1, assunto: Lições Apreendidas, maio de 2005. HMLA-773 empregado em apoio à operação Enduring Freedom de outubro de 2003 a março de 2005.

34. Relatório para os Membros da Minoria de Classificação, Subcomitês sobre Força Total e Prontidão, Comitê das Forças Armadas, Congresso, o Treinamento Prolongado sobre Prontidão Militar e os Problemas de Equipamentos dificultam o Apoio Aéreo das Forças Terrestres (Washington, DC: Escritório de Administração Geral, 2003), 2.

35. “Joint National Training Capability (Capacitação de Treinamento Nacional Conjunto) (JNTC),” United States Joint Forces Command (Comando das Forças Conjuntas dos Estados Unidos) (Norfolk, VA: USJFC, 2003), http://www.jfcom.mil/about/fact_jntc.htm.

36. Experiência do autor enquanto servia como oficial de operações da divisão AH-1W durante os cursos de Instrutor de Armas e Tática e nos exercícios Desert Talon em MAWTS-1, junho de 2004–junho de 2005.

37. Discussões do autor com instrutores do F/A-18, Esquadrão 1 de Armas e Tática da Aviação dos Fuzileiros Navais, durante revisões aos manuais sobre treinamento e prontidão, 2005.

38. Michael D. Millen, “Improving Detailed Integration in Close Air Support Planning and Execution (Melhoria da Integração Detalhada em Planejamento e Execução de Apoio Aéreo Aproximado” (tese, Colégio de Comando e Estado Maior Geral do Exército dos EUA, 2004), 50.

39. Reed, “Army’s Transformation Impact (Impacto da Transformação do Exército),” 1.

40. Anteriormente, a aeronave de dois lugares F/A-18D era a única aeronave de asa fixa no inventário do Corpo de Fuzileiros Navais que conduzia missão FAC(A). Em 2005 o Corpo acrescentou a missão FAC(A) aos manuais sobre treinamento e prontidão do AV-8B e F/A-18C de um lugar.

41. Marine Corps Center for Lessons Learned (Centro do Corpo de Fuzileiros Navais para Lições Apreendidas), “Operações VMA: Quick Look Report (Relatório de Visão Rápida),” 16 de fevereiro de 2007, 2, https://www.mccll.usmc.mil/document_repository/IORs/VMA%20513%20Quick%20Look%207_0.pdf. Os pilotos de AV-8B de VMA-513 expressaram a necessidade de mais treinamento de pré-emprego sobre os procedimentos para emprego dos seus pods de designação de alvos para detectar dispositivos explosivos improvisados potenciais.

42. Força Aérea dos Estados Unidos: Documentos Básicos, 403.

43. O acordo Casey-Moseley tem o nome do Gen. George W. Casey Jr., o atual Chefe-do-Estado-Maior do Exército e do Gen. T. Michael Moseley, o atual Chefe-do-Estado-Maior da Força Aérea. Consulte Força Aérea dos Estados Unidos: Documentos Básicos, 405.

44. FM 90-21, JAAT Multi-Service Procedures for Joint Air Attack Team Operations (Procedimentos das Múltiplas Forças Armadas JAAT para Operações da Equipe de Ataque Aéreo Conjunto), 1998. As operações JAAT são definidas como ataques coordenados por aeronave de asa rotativa e asa fixa, normalmente apoiadas por artilharia de superfície ou naval.

45. Bruce Pirnie et al., Beyond Close Air Support (Além do Apoio Aéreo Aproximado): Forging a New Air-Ground Partnership (Forjando uma Nova Parceria Aeroterrestre) (Santa Mônica, CA: RAND, 2005), 72, http://www.rand.org/pubs/monographs/2005/RAND_MG301.pdf.

46. A opinião do autor, baseada na sua experiência como especialista no assunto FAC(A) em asa rotativa para MAWTS-1 e o desempenho dos pilotos e da aeronave na condução de uma missão FAC(A).

47. NTTP 3-22.3-AH1W, Combat Aircraft Fundamentals (Fundamentos da Aeronave de Combate), AH-1W (U), 2005. Capítulo. 11 este manual tático abrange TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) FAC(A) para asa rotativa para os helicópteros AH-1W e UH-1N do Corpo de Fuzileiros Navais.

48. Nenhum dos tópicos de pesquisa–patrocinados em 2006–7 pela Força Aérea eram relacionados a CAS. A lista de tópicos do Centro Combinado de Armas, o Comando do Exército, da Escola Geral de Estado Maior e da Escola para Estudos Militares Avançados 2006–7 incluiam “Integração Aeroterrestre em Operações de Contra-insurgência.”

49. L. Ross Roberts, Ground Truth (Verdade Terrestre): The Implications of Joint Interdependence for Air and Ground Operations (As Implicações da Interdependência Conjunta das Operações Aeroterrestres, Documento Ocasional no. 52 (Base Aérea de Maxwell, AL: Centro para Estratégia e Tecnologia, Escola de Guerra Aérea, 2006), 16. Roberts observa que durante os primeiros cinco dias de operações na Iraqi Freedom, o comandante do V Corps hesitou em abrir caixas de destruição com falta de FSCL para interdição da asa fixa embora não houvessem forças amigas nessas caixas. Ibid.

50. Cada serviço tem um programa projetado para fornecer informações para futuros comandantes. O Programa dos Comandantes dos Fuzileiros Navais fornece informações e um curso de instrução para aumentar seus desempenhos como comandantes. Consulte http://www.mcu.usmc.mil/mcu/catalog/ 21cdrprog.pdf.

51. Comando de Combate Aéreo da Força Aérea dos Estados Unidos, “Iniciativa Integrada de Treinamento,” https://totn.acc.af.mil/xoya/int_training_conf. A Iniciativa Integrada de Treinamento—um fórum de fonte única para táticas, treinamento e programação combinada de todos os sistemas de armas de todas as forças armadas conjuntas e multinacionais—consiste deste website de programação e uma conferência trimestral conduzida na terceira semana no segundo mês do trimestre. A Conferência de Treinamento Integrado consegue eficiência no treinamento por meio de uma estratégia “bottom-up (de baixo para cima)” de programas de comparação/linking de todos os caças, bombardeiros, comando, controle, inteligência, vigilância e reconhecimento, busca e salvamento em combate; avião-tanque; operações distribuídas da missão, artilharia de defesa aérea e outros ativos. Neste processo, as áreas de associação são identificadas e subsequentemente “sincronizadas” em um único evento de treinamento.

52. Comando de Combate Aéreo da Força Aérea dos Estados Unidos, “Conferência de Armas e Tática,” http://www.acc.af.mil/library/weaponsandtactics.asp. Um evento anual de duas semanas que concentra-se no combate de guerra conjunta, a Conferência de Armas e Tática das Forças Aéreas de Combate reúne centenas de combatentes das forças aéreas de combate para discutir os atuais problemas, visualizar os problemas futuros e fornecer soluções para as forças de emprego conjunto. Tecnologia nova é uma área chave. Embora a maioria do pessoal que compareceu ter sido da Força Aérea, a conferência foi vista como um aumento na participação do Exército, Marinha e Fuzileiros Navais.

53. Como instrutor no MAWTS-1, o autor voou em aeronaves AH-64D, F/A-18D, F-16DG e AH-6M, uma experiência que lhe deu uma inestimável percepção por ter servido como um instrutor de CAS e FAC(A) no AH-1W.

54. As listas de tarefa essenciais para missão conjunta, elaboradas para unidades realizando missões específicas, são derivadas da lista de tarefa conjunta universal descrita no Manual do Chefe dos Chefes de Estado Maior 3500.04D, Universal Joint Task List (Lista de Tarefa Conjunta Universal), 1 de agosto de 2005.
55. Piloto da Força Aérea entrevistado pelo autor, novembro de 2006. O piloto admitiu nunca ter lido a publicação do JCAS mas confirmou que sua aeronave conduziu CAS, embora não como uma missão principal.

56. Os manuais sobre treinamento e prontidão descrevem os requisitos acadêmicos e de treinamento de vôo para os pilotos de AH-1W e UH-1N dos Fuzileiros Navais que realizam CAS. Consulte http://www.tecom.usmc.mil/atb/Training%20and%Readiness.htm.

57. “Fort Rucker, Alabama: Comando e Diretorias,” http://www.united-publishers.com/rucker/command.html#des.

58. Após frequentar a Escola de Armas da Força Aérea ou o Curso de Instrutor de Armas e Tática, os formandos recebem um distintivo para usar nos seus macacões de vôo significando que eles concluiram o curso.


Colaborador

Major Michael H. “Hojo” Johnson, USMC Major Michael H. “Hojo” Johnson, USMC (Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA) (USNA; MMOAS [Mestrado em Arte e Ciência Militar Operacional], Escola de Comando e Estado Maior) é atualmente o futuro oficial de operações, Grupo 26 de Aeronaves dos Fuzileiros Navais, Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros, New River, North Carolina. Serviu anteriormente junto ao Esquadrão 1 de Armas e Tática da Aviação dos Fuzileiros Navais, Yuma, Arizona, como um piloto instrutor de AH-1W e especialista em problemas de apoio aéreo aproximado e controlador aéreo avançado conjunto (embarcado na tripulação) (FAC[A]). Foi qualificado como instrutor FAC(A) e controlador de ataque terminal conjunto. O major Johnson também serviu como um instrutor de armas e tática junto ao Esquadrão 369 de Helicóptero de Ataque Leve dos Fuzileiros Navais, empregando em apoio nas Operações Enduring Freedom e Iraqi Freedom. Tem mais de 2.400 horas de vôo como um piloto de aeronaves AH-1W, UH-1N, AH-6M, AH-64D, F-18D e F-16DG.

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